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Ferrovia que passará pelo Triângulo Mineiro é leiloada por 2,7 bilhões

Enfoque Triângulo | DDD034 | Da Redação | 29MAR2019 |

Ferrovia sobre o pontilhão da linha férrea que liga Araguari à Uberlândia: triângulo mineiro será passagem do Trecho Norte-Sul que ligará o nordeste ao sul do Brasil | Crédito: Eder Moreira

Passando por cidades da região do Triângulo Mineiro – Santa Vitória, União de Minas, Iturama e as vizinhas São Simão, Cachoeira Alta, Paranaiguara – o trecho ajudará na expansão mercantil regional e dará plus econômico

No principal leilão de infraestrutura do governo, a Rumo, do Grupo Cosan, levou um trecho de 1,5 mil quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, que vai de Porto Nacional, no Tocantins, a Estrela d’Oeste, em São Paulo, passando por Goiás e Minas Gerais.

As cidades mineiras beneficiadas com o empreendimento logístico são Santa Vitória, União de Minas e Iturama, que já se animam com o potencial econômico que a ferrovia poderá trazer.

Crédito: Ministério dos Transportes

O lance foi de R$ 2,719 bilhões. A VLI, que tem como principal sócia a Vale e era a única concorrente no leilão, fez uma oferta de R$ 2,065 bilhões. A concessão tem prazo de 30 anos e a previsão de investimento é de R$ 2,8 bilhões.

Essa é a primeira concessão ferroviária desde 2007, quando a Vale arrematou outro trecho da mesma ferrovia, ligando Palmas (TO) a Açailândia (MA). A Ferrovia Norte-Sul foi projetada com o objetivo de se tornar uma espécie de espinha dorsal do transporte ferroviário brasileiro.

As obras de construção da ferrovia foram iniciadas em 1987. O trecho entre Açailândia, no Maranhão, e Anápolis, em Goiás, com cerca de 1.550 quilômetros, está pronto para uso. Já o trecho entre Ouro Verde, em Goiás, e Estrela d’Oeste, de 682 quilômetros, está com as obras em andamento.

O lance mínimo definido para o leilão foi questionado: ação movida pelo PDT afirma que, segundo informações obtidas com a estatal Valec, o valor efetivo de concessão seria hoje de R$ 6,5 bilhões, e o lance mínimo é de R$ 1,3 bilhão. A Valec afirma que o cálculo efetivo dos valores não compete a ela, e sim à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

O “JET” entrou em contato por telefone com a empresa Rumo para saber sobre os investimentos na região do Triângulo Mineiro, mas as ligações não foram atendidas.

*Com Agência Brasil